terça, 24 novembro 2020
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SETEMBRO AMARELO - SAÚDE MENTAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

Em um ano de pandemia de Covid-19, não tem como o Setembro Amarelo passar em branco. A saúde mental durante um momento como esse, que ainda exige distanciamento social, precisa estar em uso.

A principal recomendação feita por instituições governamentais como a Organização Mundial de Saúde (OMS) para conter a propagação do coronavírus é respeitar regras de isolamento social. No entanto, se manter em casa a maior parte do tempo não é uma realidade possível para muitas pessoas. Os riscos e as implicações psicológicas as quais várias pessoas estão submetidas ganham relevância maior no mês atual, já que no Brasil foi instituída desde 2015 a campanha Setembro Amarelo, cujo objetivo é desenvolver ações de prevenção ao suicídio. Dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Segundo dados recolhidos em 2012 pela OMS, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos. Estima-se que no mundo acontece um suicídio a cada 40 segundos. Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Todos os dias, pelo menos 32 brasileiros tiram suas próprias vidas.

A pandemia do novo coronavírus trouxe a necessidade do isolamento social como elemento determinante de nossas interações nos últimos meses, modificando nossa rotina e exigindo novas formas de organização, interna e externa.
Mudar não é fácil, exige que entremos em contato com o sofrimento e aceitemos nossa responsabilidade pela mudança que pretendemos. Entrar em contato com “o novo” faz com que acionemos nossos mecanismos de defesa para lidar com a angústia do inesperado. Essas defesas são constituídas de acordo com as experiências ao longo da vida e o contexto no qual estamos inseridos.
Devido a isso, percebemos reações individuais tão diferentes, apesar das orientações padrões em relação à pandemia. Por exemplo, enquanto algumas pessoas aceitam e agem de forma cautelosa e preventiva, outros ainda negam a gravidade e importância dos cuidados. Nossas reações variam de acordo com a forma como entendemos, nos defendemos e lidamos com o novo.

A pandemia nos obrigou a desacelerar. Antes dela já enfrentávamos as consequências, principalmente emocionais, de uma sociedade pautada no consumo, no trabalho, na pressa, na falta de tempo. Faltava tanto que hoje não sabemos o que fazer com o que sobra. Nos acostumamos a sermos controlados, a tal ponto de não sabermos como nos organizar sozinhos. Vivemos a ilusão de termos o controle e, diante de qualquer situação que nos mostre o contrário, já não sabemos quem somos ou como agir.

Em meio a todo esse caos, devemos deixar claro que, você não está sozinho, nós estamos com você. Converse. Escute. Acompanhe e busque ajuda. Não deixe transbordar o que já te fez mal. Conecte-se ao que realmente importa. Você não precisa caminhar só pela vida. Nós estamos aqui por você!

 

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