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  • Imagem da Galeria da Notícia: FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM. FEF PARTICIPA DA MISSÃO UNIVIDA 2019
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FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM. FEF PARTICIPA DA MISSÃO UNIVIDA 2019

 

Jovens universitários e colaboradores de diversos cursos da FEF participam da 9ª missão Univida

 

“A diversidade é uma das maiores riquezas do ser humano no planeta e a existência de indivíduos diferentes numa cidade, num país, com suas diferentes culturas, etnias e gerações fazem com que o mundo se torne mais completo”. Diante disso, estudantes e professores de diversas idades, cidades e culturas se encontraram de 05 a 12 de julho, em Dourados/MS na 9ª Missão Univida (Associação Humanitária Universitária em defesa da vida), projeto que acontece desde 2012, organizado pela Pastoral Universitária da Diocese de Jales e comandado pelo Padre Eduardo Lima, que busca com o serviço humanitário de jovens acadêmicos a sensibilidade social e a humanização na prática profissional, por meio da vivência de uma semana com índios da Reserva Indígena de Dourados - a mais populosa do país -  visitando as aldeias de Bororó, Jaguapiru, entre outras, onde mais uma vez a Fundação Educacional de Fernandópolis - FEF aderiu ao projeto, enviando alunos, professores e colaboradores de vários cursos da instituição.

 

Com o passar dos dias, os voluntários vão desenvolvendo atividades de saúde, educação e a busca de autossustentação dos índios, que mesmo com melhorias de habitação e ensino, ainda enfrentam a escassez de alimentos. Pensando nisso, a FEF, arrecadou durante os meses de abril a junho, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, roupas, cobertores, medicamentos e até brinquedos para doação aos indígenas.

 

A coordenadora e professora do curso de Psicologia da FEF, Radila Salles, nos conta que há 4 anos recebeu o convite do Prof. Marcelo Matos, coordenador do curso de Jornalismo para participar da Missão Humanitária Univida na Reserva Indígena de Dourados/MS. Ela relatou que na época ficou receosa e bastante apreensiva, pelo fato desse convite ter lhe despertado lembranças de sua infância, de quando morou no Pará e conviveu com povos indígenas. 

Muito diferente da sua vida atual, seus colegas de trabalho achavam que ela não daria conta de participar da missão, pois a consideravam muito urbana. Mas mesmo assim, Radila aceitou o desafio e foi para a sua primeira Missão Univida. 

“As pessoas perguntam qual foi o meu maior desafio e posso garantir com toda a certeza que foi lidar com as minhas emoções. Chorei em vários momentos. Chorei de saudade de casa, chorei de medo, chorei de dor, mas principalmente chorei de emoção. Foram muitas histórias com as quais me envolvi. Aprendi mais do que ensinei. Fui ajudada mais do que ajudei. No final saí de cada uma dessas missões mais fortalecida. Participar das missões não é fácil. A rotina é puxada.  Cada dia é uma experiência nova que nos permite reconstruir conceitos, valores e crenças” contou ela, extremamente emocionada.

 

Bruno Gonçalves, 27, aluno do curso de Pedagogia da FEF, conta que foi o segundo ano que participou da Missão Univida.  “Essa foi a segunda vez que fui e sempre é uma experiência incrível! Vale a pena cada segundo na Univida. É uma troca de experiências e aprendizagem de todos os participantes presentes. É muito fácil falar de ajudar ao próximo vivendo no cômodo, porém, quando deixamos nosso lar para viver da mesma maneira que eles, aprendemos a dar valor nas pequenas coisas que  temos, como nossa cama, banho quente, amor da família, entre outras coisas. Nesta missão não só aprendemos a ter empatia como solidariedade, respeito às diferenças e muito mais, tenho uma sensação que acabamos ganhando mais que doamos. E a melhor parte é cada sorriso de agradecimento recebido por um simples gesto ou uma pequena doação”, relatou Bruno.

 

Braian Lourenço, 25, cursa Enfermagem na Fundação Educacional de Fernandópolis e nos fala qual a importância de o curso estar presente durante as missões.  “O papel da enfermagem na missão Univida é fundamental, pois antes de qualquer atendimento aos indígenas é realizado uma triagem pela equipe de enfermeiros, processo no qual é coletado dados, o histórico do paciente e até exames simples como testes de glicemia e aferimento de pressão. Tudo isso é muito importante para que todo o cuidado com esses indivíduos seja excepcional” disse.

Ele ainda relatou que a 9ª missão Univida foi de grande importância na vida dele e que na verdade, mais ganhou do que doou. Braian disse que a reflexão após missão é constante e enriquecedora e que espera participar de mais missões.

 

A Missão Univida já é considerada a segunda maior missão humanitária da América Latina, que promove ações na qualidade de vida para quase 16 mil índios, e no ano de 2019 contou com a colaboração de 326 voluntários.  

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